terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

QUARTO DE DESPEJO: DIÁRIO DE UMA FAVELADA

 


"Quarto de Despejo" é um diário real escrito por Carolina Maria de Jesus, uma mulher negra, mãe solteira e catadora de papel que viveu na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo.


Contexto e Estrutura

A obra é um compilado de diários escritos durante cinco anos, apresentando uma narrativa em primeira pessoa com marcadores temporais (datas e meses) no início de cada trecho. O título faz referência à sensação que Carolina tinha de viver em um "quarto de despejo", ou seja, em um espaço destinado ao descartável.

Conteúdo Principal

Carolina relata seu cotidiano de extrema pobreza, descrevendo a luta diária para alimentar seus três filhos coletando papel e metal para vender. Os principais temas abordados incluem:

  • Fome e miséria: Carolina frequentemente deixa de comer para dar aos filhos, registrando constantemente sentimentos de fome e desespero
  • Discriminação racial e de gênero: Como mulher negra em situação de vulnerabilidade, ela vivencia e retrata o racismo, o machismo e a violência doméstica nas favelas
  • Crítica social e política: Carolina faz comentários perspicazes sobre a hipocrisia da sociedade brasileira, denunciando o abandono das favelas pelo Estado e criticando políticos que desaparecem após receber votos
  • Condições de trabalho análogas à escravidão e dependência química na comunidade

Aspectos Humanos

Apesar das dificuldades extremas, o livro destaca a resiliência e esperança de Carolina. Ela demonstra empatia com a comunidade, realiza boas ações e sonha com uma vida melhor para si e seus filhos, como ter um vestido bonito ou uma máquina de costura. A religiosidade e a literatura aparecem como pilares de suas crenças em dias melhores.

Impacto

Publicado em 1960, "Quarto de Despejo" se tornou um fenômeno editorial, vendendo dez mil exemplares da primeira edição em apenas uma semana.

Baixar o livro em PDF

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Livro de poesias dos alunos


Para a Feira Literária da E. M. Dona Prudenciana Faustina de São José, neste ano de 2025, os alunos dos 7os anos do turno da tarde leram, apreciaram e analisaram vários poemas de autores diversos da literatura brasileira. Como culminância desse projeto, produzimos um livro com poesias escritas pelos próprios alunos e com muita alegria compartilhamos aqui nosso e-book.

Clique no link abaixo para baixar o e-book.

e-book Poesia na Escola






quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Livros sobre bullying

Obras que serão lidas e trabalhadas na Feira Literária Municipal. 

Clique no link correspondente ao seu ano escolar e faça o download do arquivo.

6º ano:

7º ano:

segunda-feira, 20 de maio de 2024

O que é Fanfic?


“Fanfic” é um termo que deriva do inglês “fan fiction”, ou “ficção de fã”. O ato de escrever histórias por parte de fãs se popularizou nos anos 60 e 70, mas não há uma data exata e documentada sobre a criação do termo ou sobre a primeira fanfic.

É muito comum que determinado filme, série ou game se torne tão famoso ao ponto de gerar criações de fãs, sejam com artes, vídeos ou até textos, as fanfics.

Seriados e filmes de ficção científica e gêneros derivados, como Star Trek e Star Wars, foram os principais responsáveis pelo surgimento e crescimento na cultura popular e no formato que conhecemos as fanfics, hoje.

Há quem diga que elas sejam ainda mais antigas, por conta do lendário personagem Sherlock Holmes, considerado o maior detetive de todos os tempos. Holmes sempre inspirou criações de fãs, que compartilhavam seus textos via correios ou em revistas.

É claro que a modernidade apenas deu mais força ao fanfic, com a possibilidade de publicar na Internet e, hoje em dia, praticamente em qualquer lugar.

Quem escreve?

Qualquer fã que goste muito de determinada obra está apto ou apta a escrever uma fanfic. Não precisa ser escritor profissional, ter algum tipo de formação acadêmica e nem nada do tipo.

Basta amor por determinada série, ou filme, game, entre outros. A fanfic permite imaginar e criar situações inusitadas entre personagens de determinada história, como um romance que não existia ou uma morte inesperada.

Não há formato, páginas mínimas, regras, nada. A única direção é: seja livre para criar. Escreva como quiser e se divirta no processo, de preferência.

Onde encontro?

Fanfics estão espalhadas em qualquer lugar pela Internet. Mas hoje existem sites especializados em publicações de textos de fãs – na maior parte gratuitos e alguns com planos opcionais de pagamentos.

Entre eles, temos:

Wattpad

Spirit Fanfiction

Archive of Our Own

Nyah! Fanfiction

Quotev

Mas essa é uma lista que vai do gosto pessoal. A publicação é bem livre. Se você quiser, pode escrever uma fanfic e publicar online via Google Docs, compartilhando com amigos ou todo mundo, por exemplo.

Disponível em: https://tecnoblog.net/responde/o-que-e-fanfic/#:~:text=%E2%80%9CFanfic%E2%80%9D%20%C3%A9%20um%20termo%20que,ou%20sobre%20a%20primeira%20fanfic. Acesso em 20/05/2024.

 

Sugestão de temas para redação do ENEM

 Quando se fala em redação do ENEM, praticar nunca é demais! E para auxiliar nessa tarefa, trago um link muito interessante com dicas de temas para treinar para o ENEM 2024.

👇👇👇👇

10 temas de redação para treinar para o ENEM 2024


De volta à ativa

 

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terça-feira, 17 de maio de 2022

Proposta e redação: A urgência do combate à homofobia no Brasil

A partir do material de apoio e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em norma padrão da língua portuguesa, sobre o tema: “A urgência do combate à homofobia no Brasil.”

Apresente, ao final, uma proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de maneira coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Seu texto deve ter, no mínimo, 10 e, no máximo, 30 linhas.

Textos de apoio

Texto I

HOMOFOBIA

Por Juliana Spinelli Ferrari

Homofobia é o termo utilizado para designar uma espécie de medo irracional diante da homossexualidade ou da pessoa homossexual, colocando este em posição de inferioridade e utilizando-se, muitas vezes, para isso, de violência física e/ou verbal. A palavra homofobia significa a repulsa ou o preconceito contra a homossexualidade e/ou o homossexual. (...)

Podemos entender a homofobia, assim como as outras formas de preconceito, como uma atitude de colocar a outra pessoa, no caso, o homossexual, na condição de inferioridade, de anormalidade, baseada no domínio da lógica heteronormativa, ou seja, da heterossexualidade como padrão, norma. A homofobia é a expressão do que podemos chamar de hierarquização das sexualidades. Todavia, deve-se compreender a legitimidade da forma homossexual de expressão da sexualidade humana. (...)

Assim, podemos entender a complexidade do fenômeno da homofobia que compreende desde as conhecidas “piadas” para ridicularizar até ações como violência e assassinato. A homofobia implica ainda uma visão patológica da homossexualidade, submetida a olhares clínicos, terapias e tentativas de “cura”.

A questão não se resume aos indivíduos homossexuais, ou seja, a homofobia compreende também questões da esfera pública, como a luta por direitos. Muitos comportamentos homofóbicos surgem justamente do medo da equivalência de direitos entre homo e heterossexuais, uma vez que isso significa, de certa maneira, o desaparecimento da hierarquia sexual preestabelecida.

Podemos entender então que a homofobia compreende duas dimensões fundamentais: de um lado a questão afetiva, de uma rejeição ao homossexual; de outro, a dimensão cultural que destaca a questão cognitiva, onde o objeto do preconceito é a homossexualidade como fenômeno, e não o homossexual enquanto indivíduo.

http://brasilescola.uol.com.br/psicologia/homofobia.htm

 

Texto II

O protesto do engenheiro Talles de Faria Oliveira, que recebeu o diploma usando roupas femininas com palavras contra homofobia, dividiu opiniões entre alunos e engenheiros formados pelo Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA) em São José dos Campos. O ITA alega que não discrimina alunos por sua orientação sexual.

A manifestação também gerou reação da Associação dos Engenheiros do ITA (AEITA), que afirmou estar neutra sobre o ocorrido e que o engenheiro tem o direito de protestar.

“Talles tem o direito de protestar, como qualquer um, e ele exerceu esse direito. Defendo o direito de que ele faça o seu protesto em qualquer lugar, a qualquer hora e de qualquer modo, pois o único responsável pelos seus atos é ele mesmo (...)”, diz a nota assinada pelo presidente, Marcelo Dias Ferreira.

http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2016/12/protesto-contra-homofobia-no-ita-gera-discussao-entre-estudantes.html

 

 

Texto III

                Em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a legalidade da união estável entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. A decisão retomou discussões acerca dos direitos da homossexualidade, além de colocar a questão da homofobia em pauta. Apesar das conquistas no campo dos direitos, a homossexualidade ainda enfrenta preconceitos.

                O reconhecimento legal da união homoafetiva não foi capaz de acabar com a homofobia, nem protegeu inúmeros homossexuais de serem rechaçados, muitas vezes de forma violenta.

http://brasilescola.uol.com.br/psicologia/homofobia.htm