segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CRÔNICA - Vídeo da série Palavra Puxa Palavra

Muito bom este vídeo divertido e esclarecedor que fala do gênero crônica, que vamos estudar.
Vale a pena assistir!


Sobre a Crônica

     Uma leitora se refere aos textos aqui publicados como "reportagens". Um leitor os chama de "artigos". Um estudante fala deles como "contos". Há os que dizem: "seus comentários". Outros os chamam de "críticas". Para alguns, é "sua coluna".
     Estão errados? Tecnicamente, sim – são crônicas –, mas... Fernando Sabino, vacilando diante do campo aberto, escreveu que "crônica é tudo que o autor chama de crônica".
     A dificuldade é que a crônica não é um formato, como o soneto, e muitos duvidam que seja um gênero literário, como o conto, a poesia lírica ou as meditações à maneira de Pascal. Leitores, indiferentes ao nome da rosa, dão à crônica prestígio, permanência e força. Mas vem cá: é literatura ou é jornalismo? Se o objetivo do autor é fazer literatura e ele sabe fazer...
     Há crônicas que são dissertações, como em Machado de Assis; outras são poemas em prosa, como em Paulo Mendes Campos; outras são pequenos contos, como em Nelson Rodrigues; ou casos, como os de Fernando Sabino; outras são evocações, como em Drummond e Rubem Braga; ou memórias e reflexões, como em tantos. A crônica tem a mobilidade de aparências e de discursos que a poesia tem – e facilidades que a melhor poesia não se permite.
     Está em toda a imprensa brasileira, de 150 anos para cá. O professor Antonio Candido observa: "Até se poderia dizer que sob vários aspectos é um gênero brasileiro, pela naturalidade com que se aclimatou aqui e pela originalidade com que aqui se desenvolveu".
     Alexandre Eulálio, um sábio, explicou essa origem estrangeira: "É nosso familiar essay, possui tradição de primeira ordem, cultivada desde o amanhecer do periodismo nacional pelos maiores poetas e prosistas da época". Veio, pois, de um tipo de texto comum na imprensa inglesa do século XIX, afável, pessoal, sem cerimônia e no entanto pertinente.
     Por que deu certo no Brasil? Mistérios do leitor. Talvez por ser a obra curta e o clima, quente.
     A crônica é frágil e íntima, uma relação pessoal. Como se fosse escrita para um leitor, como se só com ele o narrador pudesse se expor tanto. Conversam sobre o momento, cúmplices: nós vimos isto, não é leitor?, vivemos isto, não é?, sentimos isto, não é? O narrador da crônica procura sensibilidades irmãs.
     Se é tão antiga e íntima, por que muitos leitores não aprenderam a chamá-la pelo nome? É que ela tem muitas máscaras. Recorro a Eça de Queirós, mestre do estilo antigo. Ela "não tem a voz grossa da política, nem a voz indolente do poeta, nem a voz doutoral do crítico; tem uma pequena voz serena, leve e clara, com que conta aos seus amigos tudo o que andou ouvindo, perguntando, esmiuçando".
     A crônica mudou, tudo muda. Como a própria sociedade que ela observa com olhos atentos. Não é preciso comparar grandezas, botar Rubem Braga diante de Machado de Assis. É mais exato apreciá-la desdobrando-se no tempo, como fez Antonio Candido em "A vida ao rés-do-chão": "Creio que a fórmula moderna, na qual entram um fato miúdo e um toque humorístico, com o seu quantum satis de poesia, representa o amadurecimento e o encontro mais puro da crônica consigo mesma". Ainda ele: "Em lugar de oferecer um cenário excelso, numa revoada de adjetivos e períodos candentes, pega o miúdo e mostra nele uma grandeza, uma beleza ou uma singularidade insuspeitadas".
     Elementos que não funcionam na crônica: grandiloquência, sectarismo, enrolação, arrogância, prolixidade. Elementos que funcionam: humor, intimidade, lirismo, surpresa, estilo, elegância, solidariedade.
     Cronista mesmo não "se acha". As crônicas de Rubem Braga foram vistas pelo sagaz professor Davi Arrigucci como "forma complexa e única de uma relação do Eu com o mundo". Muito bem. Mas Rubem Braga não se achava o tal. Respondeu assim a um jornalista que lhe havia perguntado o que é crônica:
     – Se não é aguda, é crônica.
IVAN ÂNGELO
Veja São Paulo, 25/4/2007

O QUE É LETRAMENTO?



Letramento não é um gancho
Em que se pendura cada enunciado,
Não é treinamento repetitivo
De uma habilidade,
Nem um martelo
Quebrando blocos de gramática.

Letramento é diversão
É leitura à luz de vela
Ou lá fora, à luz do sol.
São notícias sobre o presidente,
O tempo, os artistas da tv
E mesmo Mônica e Cebolinha nos jornais de domingo.

É uma receita de biscoito,
Uma lista de compras, recados colados na geladeira,
Um bilhete de amor,
Telegrama de parabéns e cartas
De velhos amigos.

É viajar para países desconhecidos,
Sem deixar sua cama,
É rir e chorar
Com personagens, heróis e grandes amigos.

É um átlas do mundo,
Sinais de trânsito, caças ao tesouro,
Manuais, instruções, guias,
E orientações em bulas de remédios,
Para que você não fique perdido.

Letramento é sobretudo,
Um mapa do coração do homem,
Uma mapa de quem você é,
E de tudo o que você pode ser.



(Kate M Chong)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Boas-vindas 2014

Então vamos começar nosso ano letivo de 2014!




A sede e a fome de aprender

No ensinar e aprender, no aprender e ensinar
está contida antes uma relação,
uma relação de humildade
de quem ensina e de quem aprende.
Ninguém sabe tão pouco
que não tenha o que ensinar
e ninguém sabe tanto,
que não tenha o que aprender.
Assim, ser discípulo é ser mestre,
porque entre o desejo e a ação de aprender
nascem dificuldades,
mas com a determinação são superadas.
Ao estudante foi dada a sede, a fome para aprender
e saciá-las é a principal busca;
respeitando a quem ensina,
organizando o tempo,
priorizando o horário
e mais,
dedicando amor e zelo ao conhecimento.

                                                           Gerado Lima

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Língua de Pompeu e Godê

Reportagem sobre a Língua de Pompeu e Godê - dialeto inventado em nossa cidade (São João Nepomuceno - MG) há décadas atrás.





E esse é um curta-metragem feito há alguns anos sobre a mesma Língua de Pompeu.




quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Trema


Tecnologia X Realcionamento

A tecnologia, computadores, celulares, aparelhos de mp3, jogos de vídeo game etc, foram criados para nos beneficiar, mas a geração atual tem colocado essas coisas no lugar das pessoas e tem feito delas um substituto de todo tipo de lazer. O relacionamento virtual, o isolamento, a individualidade têm privado as pessoas de relacionamentos reais, intensos, calorosos. Somos uma geração sem paciência, sem tempo, sem compaixão. Sequer prestamos atenção ao que acontece ao nosso redor. Precisamos abrir os nossos olhos e VIVER, porque a vida é curta - a nossa e a das pessoas que nos cercam.